O CÂNCER E O PASSE – ESTUDO REVELA QUE CÉLULAS CANCEROSAS CRESCEM MAIS LENTAMENTE COM APLICAÇÃO DO PASSE

O ARTIGO ABAIXO FOI RETIRADO DA REVISTA CIÊNCIA ESPÍRITA 13ª EDIÇÃO DE SETEMBRO DE 2017.

O passe praticado amplamente em todo o meio espírita, ainda é envolto em alguns mistérios.

Além dessa característica, ainda há uma grande discordância interna sobre o conceito e seus limites, aliás, onde e quais são esses limites?

É isso que buscamos apontar aqui, num breve artigo, interpretando uma das pesquisas mais importantes já realizadas sobre esse tema.

Antes de iniciar a abordagem da importante experimentação, é necessário trazer a tona algumas definições fundamentais, algo que é pouco comentado no meio espírita em geral.

O passe, como é do conhecimento de todos, surgiu a partir de Mesmer, no século XVIII. Esse importante pesquisador acreditava, de início, que o magneto imã, ao ser passado pelo corpo, geraria algo benéfico em seus pacientes. Algum tempo depois ele descobre o magnetismo humano, empiricamente verificado (através de observações do dia-a-dia) concluindo que não havia mais a necessidade de tal mineral ferroso, bastando as mãos e energia do próprio manipulador.

Sua tese foi rechaçada na época pois as técnicas utilizadas acabavam gerando a hipnose em muitos de seus pacientes.

Em seguida vem Kardec, que aceita de início, o magnetismo de Mesmer como algo coerente e factível, dentro dos conceitos do espiritismo.

Kardec dá uma passo à frente com relação a tese dos magnetizadores tradicionais, haja visto que Kardec presume que não somente o espírito da própria pessoa possa manipular tais energias, mas outros espíritos desencarnados. Devido muitos mesmeristas serem de crença contrária a existência de espíritos, acaba ocorrendo uma quebra de concordâncias, onde os efeitos se mantinham mas a causa passava a ser diferente. Esse foi apenas um dos pontos, o outro, mais complexo, envolvia um entendimento dos seguidores de Mesmer que tal magnetização poderia colocar as pessoas em estado sonambúlico, algo que também parecia ser mais um efeito do que sua causa. Isso ficou demonstrado tempos depois, embora os efeitos magnéticos ainda permanecessem “detectáveis” por médiuns, mas não como uma causa.

Para complicar um pouco as coisas, no espiritismo (antigo e atual), a todo momento surgem os “inventores”, sim, aquelas pessoas de aparência sabia que criam novos gestos (publicam livros) de “técnicas” de passe. Dentre essas “técnicas exclusivas”, algumas ditas melhores do que outras, há aqueles que acreditam que tem que se fazer o passe de cima a baixo, com mãos em zigue-zague, outros em formato de cruz, outros que ainda precisam tocar na pele, e por ai vai.

Mas o que há de verdade sobre essas técnicas?

Sobre tantos nomes envoltos em misticismo e que atormentam até os espíritas mais sérios?

Antes de responder a essas questões, temos que nos perguntar se o passe é algo exclusivo do  espiritismo. Será que alguém acha que sim?

Se o leitor pensou que sim, então tem grandes chances de ter pensado errado. O termo passe, cunhado por Mesmer, utilizado posteriormente por Kardec são meras formas de expor um entendimento sobre um fato natural. Ou o leitor acredita que o Reiki, o Johrei, a energia Ki (japonesa) ou a energia Chi (chinesa) e até mesmo a bênção católica e evangélica são outra coisa diferente?

Se pensou que são coisas diferentes, também continua mantendo a chance de estar profundamente enganado.

Para se ter ideia, um meio centralizador de periódicos científicos médicos (PubMed), armazena centenas de trabalhos relacionados ao mesmo tema, com nomes diferentes mas todos apontam na mesma direção, isto é: Alguma energia sai das mãos de algumas pessoas e fazem com que outras (ao receberem imposição) melhorem, se sintam bem e até ajudam animais e plantas.

Dentre os diversos estudos, selecionei um que considerei muito importante e ilustra grandes evidências de que o espiritismo está correto nisso, mas traz também detalhes a serem pensados e revisados pelos espíritas, assim como outros meios de crença sobre essa temática (Ki).

Em 2005, um pesquisador japonês chamado Tsuyoshi Ohnishi (e sua equipe), publicaram um artigo científico intitulado: Inibição do Crescimento de Células de Carcinoma  Cultivadas em Fígado Humano através da Energia Ki (Energia Vital): Evidência Científica para efeitos de Ki sobre Células Cancerígenas[1] ou do original, Growth Inhibition of Cultured Human Liver Carcinoma Cells by Ki-energy (Life-energy): Scientific Evidence for Ki-effects on Cancer Cells.

Em seu trabalho, eles resolveram testar a eficácia na crença da existência da energia Ki e sua real aplicação terapêutica. Em muitos estudos pregressos, essas evidências surgiam, mas sempre havia a hipótese do efeito placebo [2], uma vez que muitos dos experimentos (já existentes) se referenciavam à relatos humanos.

Ao separar (em laboratório) células cancerosas do fígado humano, sua equipe pode acompanhar, num estudo profundo, várias nuances relacionados à aplicação do passe, ou da transmissão da energia Ki. Para se obter mais garantia de sucesso, os pesquisadores convidaram um manipulador de energia Ki famoso, este teria elaborado uma técnica promissora e era professor deste exercício.

O experimento iniciou da seguinte forma. Eles separaram as células cancerosas em três grupos de amostragem, cada grupo possuía um número idêntico de células. Um seria o grupo controle, outro seria um grupo que receberia a imposição de mãos por 5 minutos e outro receberia a imposição de mãos por 10 minutos. Perceba que o experimento já se ampliava, isto é, além de se testar se a imposição de mãos resultaria em algo sobre as células doentes, poderia se verificar se o tempo faria alguma diferença no tratamento.

Os resultados foram surpreendentes. A imposição de mãos sobre células cancerosas reduziu a taxa de crescimento das mesmas, convergindo para as conclusões de outros pesquisadores, porém, neste caso, descartando totalmente o efeito placebo.

No final do artigo, os pesquisadores sugerem que fosse estudado um tratamento da imposição das mãos em conjunto com o tratamento tradicional, uma vez que a melhora poderia ser mais rápida e ocorrer a chance do câncer não voltar.

Ok, essas informações são úteis para a ciência em geral, principalmente para a comprovação da eficácia do passe, mas o que mais o experimento nos traz de conhecimento?

A resposta é: muita coisa para os espíritas que realmente desejam descobrir o que é crença e o que é fato de verdade. Para se chegar a isso é necessário estudar o mecanismo que provoca o fenômeno e é isso que irei abordar nos próximos parágrafos.

Tsuyoshi e sua equipe constataram a presença de uma energia sutil saindo das mãos do passista. Essa energia é chamada no atual meio acadêmico-científico de biofótons. Essa detecção não foi exclusiva de Tsuyoshi mas sim de inúmeros experimentos pregressos ao dele, elaborados por diversos pesquisadores. Posteriormente a esse experimento, continua-se detectando essa mesma energia em muitas pessoas, não em todas e nem com a mesma intensidade.

O biofóton é uma reação bioquímica comum nas células, mas então o que há de diferença nisso?

A diferença observada até o momento é que algumas pessoas, em estado de transe ou intencional ao passe, elevam essa energia de forma significativa (até 100 mil vezes), mas somente no momento da sessão. Mesmo nessa concentração e intenção do passe de cura, esses valores variam de pessoa para pessoa, algo previsto por Kardec em seus escritos.

A equipe envolvida na pesquisa resolveu aprofundar os experimentos. Uma vez que o biofóton é luz, será então que alguns objetos podem impedir que o passe ocorra efetivamente?

Para obter essa resposta eles resolveram repetir o experimento, mas desta vez utilizando uma tampa plástica transparente e uma preta para verificar os resultados.

Impressionantemente, a tampa preta, colocada entre a mão do passista e as células cancerosas resultou em fator nulo para impedir o crescimento do câncer, em outras palavras, quando bloquearam essa luz (biofótons), não houve diferença entre as células que não receberam o passe e as que receberam.

Essa informação é de extremo valor aos espíritas uma vez que o uso de luvas, por exemplo, pode impedir a eficácia do passe.

Mas ficou outra questão: E o corpo humano, faz alguma diferença? Ora, se o câncer estiver sob a pele, em órgãos internos, essa energia sutil chegará até lá?

Para responder a essa questão, o experimento foi refeito mais uma vez, colocando-se uma mão humana (de outra pessoa – não passista) para bloquear essa energia. Em teoria, o efeito seria o mesmo que a tampa preta, mas na prática isso não ocorreu, isto é, de alguma forma, o corpo humano (também emissor de biofótons) se tornou um canal de acesso/condutor da energia proveniente do passista, atingindo as células doentes e impactando positivamente na redução do crescimento do câncer.

Outro detalhe importante observado foi o tempo. Enquanto as células que receberam o passe por 5 minutos reduziram em 30% seu crescimento, as células que receberam o passe por 10 minutos, reduziram em pouco mais de 40%, mostrando que o tempo interfere no tratamento, porém não é diretamente proporcional.

Vale salientar também que Tsuyoshi e sua equipe, repetiram os mesmos testes com uma pessoa não passista, cujos resultados foram nulos.

Para finalizar, ficou evidente que os movimentos de mãos não demonstraram diferença alguma, portanto se as mãos ficarem paradas, o efeito final é o mesmo.

Fonte: Revista Ciência Espírita, 13ª Edição de setembro de 2017.

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